Discutir o sofrimento docente é sempre delicado; e tocar nas feridas da Educação Básica Pública do nosso país é como acompanhar uma levedura de polêmicas, capaz de passar pelas mais válidas fundamentações às mais rasas, infrutíferas e desnecessárias! Digo isto porque todo mundo tem uma opinião, uma crítica, um parecer, um (des)apontamento a fazer sobre as causas e as consequências dos insucessos educacionais.
Desde que retomei as atividades aqui no Instagram, eu faço posts carrossel. Este, não. É melhor! Estou escrevendo uma série de publicações sobre o meu trabalho e como ele é executado, e este é um trecho do artigo desta semana, que escrevi para um jornal. Compartilho com vocês uma pequena parte, que poderá sofrer alteração pelo veículo. Ao fim, prometo publicar o link com o artigo completo para vocês. Por ora, seguem algumas linhas. Ao longo da semana postar mais trechos.
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Neste post, a Síndrome de Burnout - PARTE II, prosseguimos com os estudos sobre este mal que tem acometido, com grande frequência, os profissionais da educação. Hoje buscamos explicar as três dimensões que constituem a doença e dão contornos que especificam as características, ao que de fato, apresenta e sente um trabalhador com Burnout.
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No dia 1º de janeiro de 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) colocou a síndrome de Burnout na lista das doenças ocupacionais. No Brasil, a doença recebeu o código QD85, dentro da CID-11 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde). Mas, o que isso significa? Que a síndrome do esgotamento profissional, como é mais conhecida por aqui, passou de estresse comum a uma psicopatologia de problemas de saúde que o trabalhador pode ser acometido no ambiente de trabalho, afetando, assim, a sua saúde física e mental.
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Como é comum a muitos profissionais, o trabalho do professor não se encerra no final de um longo dia de trabalho. Escola não é uma indústria, em que o funcionário encerra o seu labor e retoma no outro dia. Na profissão professor não existe isso de desligar a máquina, tirar o uniforme, apagar a luz e só no outro dia religa. A docência veste-se de uma estrutura laboral sem fim. O recomeço de um dia nunca é reduzido à ligar máquinas e retomar de onde parou, porque o professor não só leva muito trabalho pra casa, como é sobrecarregado com a demanda psíquica das vivências escolares (além da vida pessoal, que todos tem e por vezes é negada ao professor lazer e investimento).
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Ontem eu conversava com um grupo de educadores de São Paulo sobre políticas públicas que, ora resolvem problemas, ora criam outros. Num instante algo é resolvido, noutro algo é piorado. Na reunião falamos do giz, das doenças, dos transtornos mentais que acometem a sociedade pós-moderna e sacrifica determinados profissionais, no caso, nós professores.