Discutir o sofrimento docente é sempre delicado; e tocar nas feridas da Educação Básica Pública do nosso país é como acompanhar uma levedura de polêmicas, capaz de passar pelas mais válidas fundamentações às mais rasas, infrutíferas e desnecessárias! Digo isto porque todo mundo tem uma opinião, uma crítica, um parecer, um (des)apontamento a fazer sobre as causas e as consequências dos insucessos educacionais.

Discutir o sofrimento docente é sempre delicado; e tocar nas feridas da Educação Básica Pública do nosso país é como acompanhar uma levedura de polêmicas, capaz de passar pelas mais válidas fundamentações às mais rasas, infrutíferas e desnecessárias! Digo isto porque todo mundo tem uma opinião, uma crítica, um parecer, um (des)apontamento a fazer sobre as causas e as consequências dos insucessos educacionais.

Este ‘todo mundo’ é composto por profissionais da educação, pais, alunos, gestores políticos (geralmente, que nunca estudaram numa escola pública brasileira e, que com sorte pisaram em alguma), mídia, pitaqueiros de plantão e muitos outros. Nós educadores escutamos tais críticas de todos; que, resumi em três: poder, povo e público. Ou seja, quem decreta, quem luta e quem assiste.

Este resumo que costumo fazer, serve para dar contorno e caracterizar os críticos mais relevantes e tem uma finalidade prática: traçar o perfil, para que possibilite discutir as teorias junto às práticas educacionais. Basicamente é para facilitar a minha explanação e a sua compreensão sobre o papel que cada um ocupa em nossa sociedade. Como o velho e famoso dito musical ensinou: “cada um no seu quadrado”.

Para não continuar pisando na linha há que se fazer análises. E o exercício de refletir a nossa prática precisa ser feito com clareza e autocrítica, porque não temos mais tempo a perder, o futuro chegou e estamos vivos na sepultura.

Não podemos atirar pra todo lado, culpar a todos e a todo custo sem racionalizar. Nós não podemos paralisar no lugar de vítimas submissas. Fomos constituídas vítimas por um sistema cruel, que planejou a permanência da crise na Educação. Mas podemos nos reerguer, sacudir a poeira e lutar como vítimas que guerreiam.

Não podemos continuar público de nossa própria existência. Estamos sendo devorados pelo relógio do mal-estar civilizador e nós temos o dever de buscar saídas possíveis e respostas em perguntas, que, nós também devemos reformular!

Este é o meu convite: que façamos uma reflexão da prática, da estrutura educacional e do nosso adoecimento psíquico, para que conheçamos as saídas possíveis e respostas para perguntas reformuladas. Vamos?

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