Segunda é dia de postar trechos do artigo que publico, no @jornaldacidadegv

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O conteúdo é sobre o adoecimento docente e o mal-estar escolar, no contexto da Educação Básica. Se você perdeu a sequência, sugiro que volte alguns posts ou entre em contato no direct.

Boa leitura, beijos e tenha uma ótima semana 💜

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Vive-se condicionado a uma rotina exaustiva, com longas jornadas de trabalho, acúmulo de funções, destituições sociais, problemas de saúde física e mental, financeiros e relacionais, o professor é mantido afastado da possibilidade de luta, porque o seu tempo, o seu corpo e a sua mente estão encarcerados nesta integralidade cotidiana e vampiresca. Não é verdade que a “energia para lutar nasceu morta”, ela foi silenciada, sufocada e sepultada; mas, ainda respira. Adoecida! Mas, respira.

As doenças que acometam os profissionais da educação parecem incuráveis e em constante evolução. As origens são gerais e específicas, fáceis de dizer e complexas no tratamento. Isto porque, não depende apenas da moléstia ser curada, é preciso modificação estrutural no ambiente e nas condições de trabalho e, consequentemente, no sistema educacional. Aos que podem fazer transição de carreira ou mesmo parar de trabalhar, a recuperação da saúde se aproxima da possibilidade de bem-estar e qualidade (ou de renovo laboral, se for o caso). Entretanto, apesar dessas mudanças serem sonhadas pela grande maioria dos educadores, a possibilidade de realização é parca. É uma frustração, “um estrangulamento da vida, um desejo de ser outra pessoa em todos os poros” levando os mestres ao desespero de sonhos suspensos.

“Matar o sonho é matarmo-nos, é mutilar a nossa alma” e não deveríamos aceitar resignados, que “os momentos mais felizes de nossas vidas tenham sido apenas sonhos”, angústia, desgaste e dor. Não esqueçamos os propósitos de educar, mas sobretudo, não esqueçamos aquele de sermos razoavelmente felizes. Busquemos saídas possíveis, elas existem. E façamos algo com o que fizeram e ainda fazem conosco; ou amanhã, voltaremos a ser escravos.
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||As partes entre aspas são do Livro do Desassossego, composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa||

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