Segunda é dia de postar trechos da minha coluna no @jornaldacidadegv

Segunda é dia de postar trechos da minha coluna no @jornaldacidadegv

É sobre o adoecimento docente e o mal-estar escolar. Discuto o calor extremo e o sadismo da gestão pública, com a falta de climatização nas escolas.

Boa leitura, beijos e ótima semana!!

[...]
Pensa bem: condicionar a educação a uma crise permanente, saber que o sofrimento escolar se desdobra abanando mormaço no latifúndio de Hades, sentar-se no sofá, numa sala climatizada, passar a mão na pipoca, na coca ou no whisky e maratonar o desempenho da escola, não seriam atitudes perversamente sádicas?

Talvez haja uma ponta ambígua quanto à precisão do apontamento, se é ou não é justo tachar gestores públicos de sadistas, por suas omissões e flagrantes missões contra a Educação Básica. Consideramos que seja o mais adequado, mas só porque existem dados e uma coisa chamada “realidade escolar”. Neste caso podemos pensar o conceito, já que trazer uma compreensão etimológica ajudaria a elucidar e a responder dúvidas; muito embora, nenhuma justificativa conseguiria aliviar a falta de responsabilidade humana, desses poderosos que canetam políticas públicas, que só fazem negar soluções estruturais para as escolas.

De acordo com vários dicionários da língua portuguesa, é possível encontrar a etimologia de sadismo em sentidos semelhantes. Qualquer gugada mostra que a partir da psiquiatria, o sadismo é um tipo de parafilia em que o prazer depende do sofrimento físico ou moral infligido ao outro. A parafilia, em resumo, é um distúrbio caracterizado por escolhas de práticas (sexuais) socialmente não aceitas. E por não apresentar uma marca caracteristicamente sexual, é preciso reiterar, em termos mais claros, que sádico é aquele que gosta de ver o outro sofrer, independentemente de ter provocado ou não o sofrimento.

Para não arrastar, o que já está elucidado, dois palitos sobre a origem do termo que se refere a ninguém menos, ninguém mais que Marquês de Sade, escritor, filósofo e político que viveu em uma França revolucionária e napoleônica. De viés subversivo e famoso por sua literatura erótica, ele defendia a liberdade absoluta, negava a moralidade em favor da luxúria e do desejo.

CONTINUA NOS COMENTÁRIOS

Comentários

    Seja a primeira pessoa a comentar.

    Faça seu cadastro para comentar — sem senha. Seu e-mail e WhatsApp não são publicados.

    Cursos, palestras e mentorias para a sua escola

    Deixe seu contato para receber novidades da Via Mestra e conversar sobre formação de professores e gestores.