Ontem eu conversava com um grupo de educadores de São Paulo sobre políticas públicas que, ora resolvem problemas, ora criam outros. Num instante algo é resolvido, noutro algo é piorado. Na reunião falamos do giz, das doenças, dos transtornos mentais que acometem a sociedade pós-moderna e sacrifica determinados profissionais, no caso, nós professores.

Fui ler alguns artigos que me indicaram e encontrei alguns dados, não muito empolgantes, mas ainda assim, dados. Por exemplo, o Sindicato dos Professores de São Paulo e o Centro de Estudos da Voz realizaram uma pesquisa que buscou aferir, as principais razões relacionadas aos problemas de voz dos docentes. Cerca de “63% dos professores já tiveram problemas com a voz e o pó de giz está relacionado como um dos agentes que atua como agressores a saúde deles”.

Sabemos que grande parte das escolas brasileiras substituíram o quadro negro do giz, pela lousa branca que utiliza pincéis à base de tinta.

A verdade é que a gente quase não fala mais sobre os danos causados pelo uso diário do giz nas escolas brasileiras, mas, um dia, ele foi um dos problemas agressores à saúde de professores e alunos. Além de causar alergias e agravar processos crônicos de quem já tinha rinite, asma, bronquite e sinusite, o giz agride mãos, causando coceira e ressecamentos com ferimentos.

Muitos estados brasileiros substituíram o giz pelo pincel e os problemas com o pó de giz foram amenizados. Mas ainda contamos com problemas graves e não temos o olhar de cuidado da liderança política para nos acolher, tanto no adoecimento quanto na prevenção. De fato, essa ajuda precisa ser coletiva e a família também deve participar. Mas cá do nosso lado, parece que caminhamos em absoluta solidão. Precisamos encontrar soluções e possíveis saídas para os problemas diários, que arrastam a nossa dignidade em um chão letivo. Queremos respostas. Precisamos delas! Estamos em estado de sofrimento.
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