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Ontem eu conversava com um grupo de educadores de São Paulo sobre políticas públicas que, ora resolvem problemas, ora criam outros. Num instante algo é resolvido, noutro algo é piorado. Na reunião falamos do giz, das doenças, dos transtornos mentais que acometem a sociedade pós-moderna e sacrifica determinados profissionais, no caso, nós professores.
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Para dar continuidade à análise sobre a saúde mental dos professores, hoje aponto para a reflexão de dois conceitos: “discurso do mestre” e o “discurso do capitalista”, ambos no contexto clínico e sintomático do mal-estar docente. Para sustentar a discussão coloco um excerto da pesquisa-intervenção do doutor em Psicanálise e Educação, Marcelo Ricardo Pereira (UFMG), nossa principal referência bibliográfica, já que seus estudos tem toda a minha admiração e o meu respeito por terem sido realizados COM sujeitos e não SOBRE eles. O que para nós educadores, conhecedores do real e da subjetividade que envolvem a nossa prática, um estudo que vai além da simplificada obtenção de dados tem peso particular no aprofundamento e na compreensão do nosso próprio caos profissional, das nossas queixas, dores e angústias oficiais.
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Hoje, 25 de julho é comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. A data parte de um encontro realizado na República Dominicana, em 1992, em que mais de 300 representantes de 32 países fizeram deste espaço político, um lugar de voz. Na ocasião compartilharam e denunciaram os seus sofrimentos, buscando dar visibilidade na luta contra o racismo, o machismo e a misoginia.