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Ontem eu conversava com um grupo de educadores de São Paulo sobre políticas públicas que, ora resolvem problemas, ora criam outros. Num instante algo é resolvido, noutro algo é piorado. Na reunião falamos do giz, das doenças, dos transtornos mentais que acometem a sociedade pós-moderna e sacrifica determinados profissionais, no caso, nós professores.
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Para dar continuidade à análise sobre a saúde mental dos professores, hoje aponto para a reflexão de dois conceitos: “discurso do mestre” e o “discurso do capitalista”, ambos no contexto clínico e sintomático do mal-estar docente. Para sustentar a discussão coloco um excerto da pesquisa-intervenção do doutor em Psicanálise e Educação, Marcelo Ricardo Pereira (UFMG), nossa principal referência bibliográfica, já que seus estudos tem toda a minha admiração e o meu respeito por terem sido realizados COM sujeitos e não SOBRE eles. O que para nós educadores, conhecedores do real e da subjetividade que envolvem a nossa prática, um estudo que vai além da simplificada obtenção de dados tem peso particular no aprofundamento e na compreensão do nosso próprio caos profissional, das nossas queixas, dores e angústias oficiais.