Toda segunda posto trechos da coluna no jornal, onde escrevo sobre o mal-estar docente e escolar. E hoje continuo a discussão sobre o apagão de professores, profetizado para o Brasil até o ano de 2040.

⚠️ Lembre-se: post e legenda são apenas fragmentos do artigo, procure contextualizar a leitura.
Beijos, boa leitura e ótima semana 💜
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O APAGÃO DOS APAGADOS – PARTE II
Se o aviso profético parte de vários dados de pesquisas, a preocupação redobra à medida que conversamos com a classe docente ativa, que traz apontamentos desanimadores. Em tempo, o que assusta não é apenas o consenso sobre as dificuldades em continuar na carreira, mas, o fato de as motivações desistentes serem tão velhas quanto óbvias. A educação básica pública virou uma questão tão estranhamente problemática no país, que os arranjos provocadores de danos estruturais, ainda permanecem inalterados, fixando uma adaptação que os professores são forçados a fazer (logo a adoecer).
Nenhum trabalhador deseja viver diariamente em condições precárias e desrespeitosas no desempenho do seu ofício. E menos ainda atravessar um mês inteiro de dissabores e angústias, para então receber um pagamento miserável, que jamais cuidará das despesas totais da sua família. É desumano ter que se adaptar a um sistema que não permite progressão na carreira, melhorias organizacionais e que ainda objeta o adoecimento do sujeito neste mesmo ambiente lesivo.
Quando uma pesquisa na área da educação indica que ninguém mais quer ser professor, nem mesmo o próprio professor, o fator mais comum a pensar é o salário (que sempre foi baixo, é fato). E embora tal fator esteja corretíssimo, as razões não se limitam aí. Aqueles que conhecem a realidade escolar por trabalhar na área educacional ou porque tem filhos ou parentes estudando, sabe que o quadro de dados apresenta uma pluralidade de indicadores para a desistência da carreira docente.
A frustração vem em combo e os três maiores incentivos para o professor adoecer e abandonar a carreira sempre partiram do salário humilhante, da precarização laboral e da desvalorização social e discente.
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