Segunda é dia de postar trechos da minha coluna no @jornaldacidadegv onde falo sobre o mal-estar docente e escolar.

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E hoje segue outra parte do (polêmico) artigo "O dever de criar e educar os filhos é dos pais".

Boa leitura, beijos e ótima semana 💜

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Cada dia mais distante de alcançar a formação integral do indivíduo, os objetivos pedagógicos para os alunos da educação básica são empurrados com as barrigas do poder público, dos gestores locais, da sociedade civil e da frágil educação familiar. E diferentemente de todas as outras “barrigas, a família tem sua responsabilidade estabelecida pela natureza do vínculo, o que já deveria incidir o comprometimento afetivo, antes mesmo de uma instituição legislativa.

E para não incorrer em uma generalização quase religiosa, cabe ressaltar que não são todos os pais ou responsáveis que negligenciam seus filhos. E já que foi necessário tal grifo escrito, compete dizer que, apesar de não serem todos os pais e nem todos os alunos (que não cuidam e não são cuidados, respectivamente), não abandonemos, nós também, a razão e a ética; pois, este cenário não é contorno, é preenchimento. Não é uma questão para nota de rodapé, é cerne de texto cheio. Apontar que a grande maioria do alunado sofre abandono doméstico não é palpite, e mais que observada, é uma realidade testemunhada pelos professores e por vários operários da escola. A indisciplina agressiva é apenas um dos indicativos dessa negligência, que também reconhecemos suas raízes na ausência de “nãos”, de limites, de diálogos, de laços afetivos, de presença parental de qualidade e de admoestações assertivas nos lares.

Tais proposições mostram, que as situações vividas em sala de aula fermentam uma quantidade numerosa de conflitos relacionais, provocados por uma série de velhos e conhecidos fatores, dentre os quais destacamos a irresponsabilidade dos pais, como principal; seguida pela negligência do Estado, que deveria garantir a qualidade da educação, mas, faz o contrário e sucateia a escola pública, permitindo grave desconforto socioambiental, superlotação nas salas, desqualificação dos educadores, que seguem carreira em franco esgotamento físico e mental.
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