Como planejado, aqui está mais um trecho da série de artigos que ando publicando sobre a Educação Básica Pública, onde faço pontuações sobre o adoecimento psíquico dos professores, no contexto à cultura do mal-estar escolar. Não há só dissabores, também falo de saídas possíveis.

Como planejado, aqui está mais um trecho da série de artigos que ando publicando sobre a Educação Básica Pública, onde faço pontuações sobre o adoecimento psíquico dos professores, no contexto à cultura do mal-estar escolar. Não há só dissabores, também falo de saídas possíveis.

O texto é fluido e tá cheio de referências poéticas que atravessam a prática docente. Quero que você compreenda e apreenda e, sobretudo, sinta prazer com a leitura. Então, caia no texto! Leia e depois me conta o que achou, porque vai ter mais (juro juradinho!).

Um beijo enorme e um ótimo fim de semana procê!
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Ainda que “uma mão fria aperta-me a garganta”, no “negrume surdo” da noite e conflite os pensamentos dos meus desassossegos, sempre que um educador me expõe a “dolorida paisagem” de seu ofício e descreve uma realidade escolar cheia de bolor em fermentação, que só faz gastar a sua alma, eu enxergo para além de estragos e nódoas; enxergo saídas possíveis. E como acontece com a Justiça, para que a saída exista é preciso fazê-la. Saídas não são mágicas, estas são improváveis. O que há, é uma fazedura imparável de técnicas que atuam por partes, por problemas, por segmentos, por dores, por critérios, por nós, por você e pelos seus.

Os relatos recebidos dos educadores são de natureza costumaz. Há dor coletiva, preocupações sociais; mas, é o indivíduo que tudo carrega. O sol nasce pra todos, mas, o “entornar dos céus” decide os ombros. Interajo com professores, no Brasil e no exterior que vivenciam situações degradantes, onde são condicionados a perceberem uma Educação desvalida, irresoluta. Quando se vive num “apocalipse de angústia”, não é raro perder a fé em si, no outro, no sistema, na própria humanidade.

Neste contexto escolar, de “loucura lenta de desconsolo”, não é difícil andar pelos corredores e esbarrar na infelicidade. Ela não cabula aula, é regular e anda pra lá e pra cá no lombo dos educadores, que se dividem entre o que esperançam, os que se desesperam e os que nada esperam. Ainda que haja o grupo da esperança, todos têm bagagem com frete. A docência hoje, parece “um poço de sonhos que esqueceu de sonhar até o fim”.
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Continua...
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#formaçãodeprofessores

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