“Se vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de gigantes”

“SE VI MAIS LONGE, FOI POR ESTAR DE PÉ SOBRE OMBROS DE GIGANTES”
A célebre afirmação atribuída a Isaac Newton consagra um dos pilares do conhecimento: o entendimento de que toda descoberta é herdeira de um legado intelectual anterior. Não se trata apenas de genialidade individual, mas do acesso a um patrimônio teórico e empírico construído por mentes que nos precederam. É precisamente nesta metáfora que encontramos a mais pura tradução do labor docente, pois o professor é, em sua essência, o alicerce, o ombro sólido sobre o qual novas gerações se elevam para enxergar horizontes mais amplos.
Instituído pela UNESCO em 1994 como Dia Mundial dos Professores, a data carrega um significado global e, assume em sua superfície, um caráter congratulatório. Eu já mencionei que confesso um apreço pelo afeto que ela mobiliza, o reconhecimento de alunos e amigos é um bálsamo em uma profissão onde a carência de valorização é crônica. Só que a efusividade do dia não consegue silenciar os ecos das dores que reverberam de meus colegas, no enfrentamento diário de uma profissão sob cerco.
A minha rotina profissional, integralmente investida na formação de gestores e professores, é um observatório constante e contundente. Diálogos diários com professores da educação básica ao ensino superior, de distintas partes do Brasil e mesmo no exterior, descortinam um panorama de absoluto esgotamento físico e mental que beira o insustentável.
Não é por acaso que a busca por auxílio psiquiátrico, a dependência de psicofármacos e os afastamentos por saúde tornaram-se respostas quase rotineiras na tentativa de recuperar um fôlego vital e adiar uma pane definitiva. Os professores brasileiros, em especial os da educação básica pública estão coletivamente adoecidos, exibindo os sintomas inequívocos de um transtorno de esgotamento profissional como marca de ofício.
Diante deste cenário, após inúmeras leituras, pesquisas e trocas de experiências, a minha reflexão conclui o inevitável: o 15 de outubro precisa transcender seu tom unicamente comemorativo. A data não pode ser apenas um momento de parabenizações que, por vezes, soam como um reconhecimento abstrato de um sacrifício esperado.
CONCLUSÃO👇
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