A realidade do suicídio

A realidade do suicídio

O suicídio representa uma aflitiva realidade global com profundos impactos sociais e humanos. De acordo com os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), atualizados em 2021, aproximadamente 800 mil pessoas morrem por suicídio anualmente em todo o mundo, o que equivale a uma pessoa a cada 40 segundos. Mas este número pode ser ainda maior devido à subnotificação de casos, com estimativas sugerindo que o total real possa ultrapassar 1 milhão de vidas perdidas anualmente.

No contexto brasileiro, os números continuam alarmantes com cerca de 14 mil casos por ano, conforme dados do Ministério da Saúde e da OMS, o que representa uma média de 38 a 40 pessoas por dia que tiram a própria vida. Esses valores colocam o suicídio como uma das principais causas de morte evitável no Brasil, especialmente entre jovens de 15 a 29 anos. Além de ser influenciado pela interação de fatores psicológicos, biológicos, sociais, culturais e ambientais presentes ao longo da vida, as causas são amplas e abrangem experiências adversas na vida inicial, características genéticas e culturais até experiências traumáticas e abuso de substâncias psicoativas. Vejamos alguns fatores:

📍Transtornos: a imensa maioria das pessoas que tenta ou comete suicídio apresenta algum transtorno mental, sendo a depressão o mais comum. Lembrando que as profissões com maior risco para a depressão incluem professores, enfermeiros, policiais e assistentes sociais (jornadas extenuantes, contato com sofrimento e violência, baixos salários, estresse e pressão constante).

📍Tentativas: uma tentativa de suicídio prévia é um fator de risco importante para suicídio na população em geral. A OMS estima que para cada morte por suicídio, há 20 tentativas.

📍Tempos de crise: muitos suicídios ocorrem impulsivamente em momentos de crise, com a incapacidade de lidar com estresses da vida, problemas financeiros, relacionamentos, dores e doenças crônicas.

📍Adversidade e estresse: vivenciar conflitos, desastres, violência, abuso, perda e sensação de isolamento estão fortemente associados ao comportamento suicida. A restrição do sono também é um fator relevante.

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