Setembro amarelo: por uma escola que acolhe e escuta

Setembro amarelo: por uma escola que acolhe e escuta

O objetivo do #SetembroAmarelo é conscientizar a população sobre a importância de falar sobre o tema, quebrar tabus e oferecer apoio a quem precisa. O movimento ganha um significado ainda mais profundo quando trazemos essa conversa para o ambiente escolar, onde crianças e adolescentes passam grande parte de seu tempo. A literatura aponta para a adolescência e o início da fase adulta como os principais estágios da vida para o início de comportamentos suicidas. E muito mais do que um lugar de aprendizado acadêmico, definimos a escola como um universo de emoções, desenvolvimento, descobertas e de lutas silenciosas. E pelas tantas batalhas travadas pelos educadores, entendo que neste #SetembroAmarelo nós precisamos falar sobre um assunto urgente e tão caro a nós: a saúde mental dos educadores e dos nossos alunos, e a prevenção do suicídio. E para que a discussão tenha não só a potência da urgência, mas também da importância, começo esta série apresentando dados atualizados e assustadores sobre o suicídio no Brasil e no mundo.

Anualmente, +700 mil pessoas tiram a própria vida em todo o mundo, o que representa uma a cada 100 mortes registradas. Outra fonte mais específica da OMS indica que 727.000 pessoas morreram por suicídio em 2021.

No Brasil, entre 2000 e 2022, o suicídio representou, em média, 4,02% das mortes entre pessoas de 10 a 29 anos.

Em 2022, a chance de indivíduos de 10 a 19 anos tirarem a própria vida foi 21% maior do que entre jovens adultos.

O Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) aponta o suicídio como a segunda principal causa de mortes de adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta principal entre jovens de 20 a 29 anos no contexto brasileiro.

Em 2021, o suicídio foi a 11ª causa de morte entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos e a terceira causa entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta causa entre jovens de 20 a 29 anos no país. Das 114.159 notificações de violência autoprovocada no SINAN, 9,3% ocorreram na faixa de 5 a 14 anos e 21,5% na faixa de 15 a 19 anos.

As taxas de notificações por autolesões na faixa etária de 10 a 24 anos aumentaram 29% ao ano entre 2011 e 2022.

Comentários

    Seja a primeira pessoa a comentar.

    Faça seu cadastro para comentar — sem senha. Seu e-mail e WhatsApp não são publicados.

    Cursos, palestras e mentorias para a sua escola

    Deixe seu contato para receber novidades da Via Mestra e conversar sobre formação de professores e gestores.