Celular na escola: é proibido não cumprir

Celular na escola: é proibido não cumprir

O uso do celular por crianças e adolescentes na escola parece estar com os seus dias contados. Ao menos é o que diz a Lei 15.100/2025, que proíbe o uso de celulares durante as aulas e intervalos em todas as etapas da educação básica (de escolas públicas e privadas, urbanas e rurais). O objetivo? Proteger a saúde física e psíquica dos estudantes e melhorar a concentração – com sorte, o professor pega uma rebarba desse sonho.

Muito embora não seja tão antiga quanto os famigerados problemas que arruínam a educação há décadas, a celeuma do celular na sala de aula se transformou num cancro de proporções quase irreversíveis. Se a precariedade da educação já limitava a qualidade do trabalho docente e a aprendizagem discente, é bem possível afirmar que ela cresceu com a ajuda desenfreada da tecnologia digital, que não fora desenvolvida em proporções educativas (saudáveis, principalmente!).

Não está sendo posto que o celular (ou a parafernália tecnológica) seja inimigo da humanidade e tampouco que não possa vir a ser. É uma realidade que o aparelho já tenha se tornado no principal meio de comunicação do mundo contemporâneo e representa o objeto digital mais utilizado para a interação social e profissional. E aliado a uma ferramenta de aprendizado, devidamente planejada e contextualiza, ele é bem útil, só precisa ser usado de forma consciente e cuidadosa.

Porém, esse uso excessivo e desorientado, absolutamente alheio a intenções pedagógicas vem causando quedas bruscas na aprendizagem, estresse laboral, aumento nos conflitos relacionais, nas formas de violências, um severo e contraditório distanciamento social, uma crescente falta de concentração e um abismal desinteresse pelo conhecimento aprofundado.

Além do estresse docente, implorando que o aluno preste atenção nas aulas, é com preocupação que advirto, que a busca dos alunos por informações instantâneas e abreviadas, além de rebaixar a capacidade reflexiva e a tolerância na caminhada da aprendizagem, a indolência investigativa faz crescer uma fissura pelo imediato e um desprezo pelo duradouro (que nada tem a ver com lento/demorado, mas, com o contínuo, com o permanente)...

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