O brasil amanheceu com novos prefeitos e a escola pública com velhos problemas

O brasil amanheceu com novos prefeitos e a escola pública com velhos problemas

Ontem, dia 6 de outubro, 5.569 municípios brasileiros tiveram eleições para prefeito (e vereadores) e apenas 52 cidades continuam em campanha, já que terão segundo turno. E quem já tem prefeito amém, quem não tem, misericórdia, porque a agonia das disputas, dos ataques, das defesas, das promessas e dos devaneios ainda continua para milhares de brasileiros até o dia 27.

Na tentativa de acompanhar as propostas dos candidatos para a Educação, nas entrevistas e nos bate-papos procurei entender ideias e promessas à população, feitas com tant paixão e com tanto afinco (como é de praxe na sedução eleitoral).

Mesmo conversando com políticos distantes da realidade da escola pública (absurdo!), a minha intenção esteve em propor diálogos entre eles e os educadores, para que pudessem escutar atentamente quem está no chão da escola vivendo as agruras do sistema de ensino público.

Como defendo o diálogo seguido de ação como meio fundamental para a transformação do sistema, eu dizia a eles que não seria tão complicado ouvir a classe docente e pedia que não temessem a nossa fala. Em todas as vezes pontuei que a via do diálogo daria trabalho, que exigiria disposição, mas ressaltava que para qualquer projeto educacional que partisse da elaboração, com mediação e culminasse em execução, a realização seria inviável sem o envolvimento direto dos docentes (o indireto nunca resolveu nada).

Pois, as mudanças que precisamos exigem bem mais que a empatia dos comissionados, porque não é só sobre gestão de projetos/pessoas/papéis; não é sobre ter ouvido falar das condições precárias das escolas públicas e do trabalho docente; é sobre conhecer e viver dia após dia a sua dura realidade. É o educador que sempre comeu o pão que os políticos amassaram. Nenhum outro profissional inspira e respira as mazelas e as necessidades da escola pública como os educadores que estão lá dentro. E embora não tenhamos todas as respostas, ser ouvido e considerado implica diretamente no sucesso de soluções, que só serão convertidas em micropolíticas ativas e efetivas, quando a escuta atenta acontecer.

CONTINUA👉NOTA DE RODAPÉ👇

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