A angústia pode sair pela porta da festa

Você tem o hábito de comemorar o seu aniversário? Você gosta de festejar a vida (a sua, de familiares ou de amigos)? Gosta de bolo de aniversário, de docinho e do clima festivo que os balões e os presentes representam? Você gosta de música, de dança, de abraço, de ouvir e de dar boas gargalhadas com as pessoas? Ou você não tem uma boa memória afetiva com esse tipo de comemoração e os seus aniversários geralmente passam como qualquer outro dia útil pelo calendário da vida? Ou nem um e nem outro e você passa o seu aniversário em um “tanto faz como tanto fez”: se tiver festa, bem; se não tiver, amém!?
Para além de querer saber do seu apreço por aniversários, por que estou perguntando e escrevendo sobre o que parece ser o oposto do tema principal desta página – que tem se encarregado em debater o esgotamento docente e o mal-estar escolar? E se o que discuto é o adoecimento psíquico dos professores, por que falar de aniversário? Pois, bem... a resposta certamente é que algo me alcançou e eu adoraria compartilhar com a comunidade profissional que pertenço e que caminha diariamente comigo.
É o seguinte! Eu faço aniversário no dia 8 de agosto, que foi na última quinta-feira e, apesar de amar comemorações e de estar no aconchego familiar, fazia tempo que eu não comemorava com as minhas amigas e fiz isso no sábado, dia 10 (a última vez foi em 2019).
Sempre comemorei em 2 formatos: um encontrinho só com a minha família, outro só com as minhas amigas (sem os parceiros e sem os filhos). Essa ideia nasceu a partir do tamanho do apartamento (que não cabe todo mundo), mas principalmente pelo estilo intimista das reuniões menores. A verdade é que eu gosto de intimidade. Gosto de saber o nome da avó da amiga; se o filho já aprendeu a nadar e a superar o medo, se aprendeu aquela matéria que tava com dificuldade; se a mãe melhorou; se o marido conseguiu o emprego; se aquela solidão já aplacou; se o luto continua machucando; e eu também gosto de ouvir que as reuniões na minha casa são um bálsamo para a alma, que relaxam, que revigoram o emocional, gosto de saber que saem mais bem-humoradas e preparadas para enfrentar a semana.
CONTINUA..
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