Segunda posto trechos da coluna que escrevo no @jornaldacidadegv Falo do esgotamento docente e do mal-estar escolar a partir de pesquisas, experiências, leituras, atendimentos e mentorias que faço.

Segunda posto trechos da coluna que escrevo no @jornaldacidadegv Falo do esgotamento docente e do mal-estar escolar a partir de pesquisas, experiências, leituras, atendimentos e mentorias que faço.

Hoje falo desse sofrimento laboral, com ênfase na falta de apoio social, nos desdobramentos de desestímulo, na frágil reputação dos docentes brasileiros, sobretudo da educação básica.

⚠️ Lembre-se: post e legenda são apenas fragmentos do artigo, procure contextualizar.

Beijos, boa leitura e ótima semana 💜
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COMO É POSSÍVEL SE INTERESSAR POR UMA PROFISSÃO QUE MAL PAGA, MALTRATA E MAL DIZ?

Os professores têm perdido a autoestima, a reputação social e o desejo de ensinar; estão cada vez mais tristes e cansados da vulnerabilidade moral e da aflição psíquica. Estão roucos e exaustos de relatarem as mazelas que vivenciam e não são ouvidos. Denunciam as desgraças nas escolas e são ignorados. A responsabilidade de salvar o país foi posta em seus lombos, e o estado e a família pouco ou nada ajudam. Não é só sobre cumprir tarefas e deveres, é também sobre desfrutar de direitos, ter propósito de vida, condições de sonhar, de realizar e, sobretudo de ser.

No Brasil, a nobreza da profissão professor vem sendo apagada e está à beira da extinção. A sua grandeza é lembrada em situações esporádicas, como nos juramentos de colação de grau, nas introduções de textos de políticas públicas educacionais, no dia 15 de outubro ou naquelas propostas internacionais idealizadas de mundo e de sociedade. A verdade é que faz tempo que seu real valor foi marginalizado pelos donos do poder. O projeto de desvalorização da educação e da classe docente cavou um buraco tão profundo, que a autoestima dos professores foi tragada pela vulnerabilidade moral (seguida da socioeconômica).

Nos últimos tempos, a profissão professor foi distanciada das coroações econômicas e jogada em falácias sociais. Quando não são portarias retirando seus direitos e negando cumprimentos acordados, é o sofrimento cotidiano com o excesso de trabalho e com as longas jornadas que comem a sua saúde, o seu tempo e a sua esperança. Com frequência, parte da sociedade atribui merecimento ao sofrimento docente e nega-lhe apoio.

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