Segunda-feira de carnaval também é dia de postar trechos da coluna no @jornaldacidadegv onde escrevo sobre o adoecimento docente e o mal-estar escolar na Educação Básica Pública. Segue a continuação de “2024: será mesmo, novinho em folha?”.

Segunda-feira de carnaval também é dia de postar trechos da coluna no @jornaldacidadegv onde escrevo sobre o adoecimento docente e o mal-estar escolar na Educação Básica Pública. Segue a continuação de “2024: será mesmo, novinho em folha?”.

Beijos e um ótimo Carnaval 🎉💜
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2024: SERÁ MESMO, NOVINHO EM FOLHA?

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O Projeto Político Pedagógico será atualizado com a participação democrática da comunidade escolar? Os pais estão reclamando da metodologia, do critério avaliativo ou da pedagogia da autonomia? A gestão defende que já é o século XXI, que a escola não pode ficar defasada (exceto no salário; na estrutura da sala de aula; no livro didático mercadológico; na atualização docente que mal nasceu e já morreu na graduação; nos nutrientes da merenda; nas paredes da cozinha que podem cair a qualquer momento na cabeça das merendeiras ou dos alunos; na secretaria da escola que, quando avista um professor, finge ocupação para não atender demandas de profissionais angustiados).

Haverá acolhimento, compreensão das subjetividades, tolerância às diferenças religiosas, étnicas, raciais, econômicas, culturais ou de gênero? Gestores modificarão as abordagens no tratamento de questões que exijam equidade? Darão valor à gentileza, à empatia e à colaboração? Ou prosseguirão como estão, porque a escola é uma selva e é bastante comum a caça, o abate e a putrefação dos restos? Ora! Então é aceitar que estamos aí pra morrer e tudo bem? Somos professores! Suportamos altas temperaturas, baixos temperamentos, excesso de horas em sala, extraclasse e em deslocamentos; fazemos consignados para comprar um notebook; a falta de tempo nos garante manter relacionamentos adoecidos ou quebrados; atuamos em um sistema que garante insalubridade ambiental, física, emocional, psicológica, social e, tudo o mais que houver de precariedade, e que possa arruinar uma categoria profissional dita formadora de todas as outras.

Entretanto, se considerarmos o histórico do sistema de ensino e as péssimas condições de funcionamento que ele mantém nas escolas, sem muito esforço, a comunidade escolar verá, outra vez, um ano letivo novinho em folha chegar para uma escola velhinha em trapos.
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