Segunda é dia de postar trechos da minha coluna no @jornaldacidadegv

Segunda é dia de postar trechos da minha coluna no @jornaldacidadegv

Segunda é dia de postar trechos da minha coluna no @jornaldacidadegv
e hoje segue a continuação.

Boa leitura, beijos e ótima semana!

[...]
Ar-condicionado é caro e a conta mais ainda. Acho que amamos e odiamos a eficiência solar por aqui, mas na situação da escola e da sala de aula, no caso a básica pública, as condições infra estruturais não param de degradar a dignidade dessa comunidade.

Como buscadora de saídas legítimas e possíveis para realidades escolares menos infelizes, as ideias cruéis que moldaram o significado de Educação não me dão paz. Contudo, e nada muito diferente dos meus conterrâneos sapiens sapiens, numa ensolarada segunda-feira estava eu às voltas com as obrigações profissionais, tendo que cumprir prazos, produção de mais textos, atendimentos de educadores, no que me deparo com um post de Instagram, que trazia uma reflexão impressionante da Wandinha Addams sobre o contexto escolar – subtítulo deste artigo. Li, reli e fiquei dezenas de minutos refletindo aquela crítica ácida, que facilmente poderia pautar a realidade da escola pública brasileira e de seus idealizadores.

Não ignorei o incômodo, validei a abordagem à lida diária que tenho com a educação e com os educadores, visto que, os problemas estruturais acabam esbarrando na origem da organização do sistema educacional e no arrastamento de suas misérias, como é o caso da absurda ausência de climatização em 70% das salas de aula, de escolas municipais e estaduais – que nesses tempos super quentes, parece punição.

Todavia, considerando que o sarcasmo seja uma das principais características de Wandinha Addams – mas, não a mais importante – seguindo na validação para o estudo, apoiei-me em outras mais para continuar a reflexão inicial. Apesar da morbidez, ela é absolutamente subversiva, uma quebradora de réguas, tem inteligência, coragem e sadismo. Isto posto, transcorri em questionamentos: seria pesado demais julgar como sadismo, a desídia dos gestores públicos com a educação? Será que é um termo injusto para atribuir os responsáveis por um desconforto humano, de características insalubres como é ter que desempenhar funções laborais em ambientes de 40º e sequer você ter ven-ti-la-ção?

Comentários

    Seja a primeira pessoa a comentar.

    Faça seu cadastro para comentar — sem senha. Seu e-mail e WhatsApp não são publicados.

    Cursos, palestras e mentorias para a sua escola

    Deixe seu contato para receber novidades da Via Mestra e conversar sobre formação de professores e gestores.