Segunda tem post! Questões sobre o adoecimento docente e o mal-estar escolar.

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“A vida está cheia de paradoxos como as rosas de espinhos”, e discutir o sofrimento docente pode ser uma tarefa de agudeza delicada, pois, exige bastião, lugar de fala, propriedade discursiva. Não há tempo e nem lugar para elucubrações de entusiastas. E embora haja uma razoável consciência social, que reconheça a sua existência e a defenda, os pontos caliginosos incidem em espinhosas razões políticas para a permanência deste sofrimento, e em contornos que estruturam o seu arrastamento.
Tocar nas feridas da Educação Básica Pública passa longe de consensos, e aqueles que se arriscam acabam experimentando uma agônica levedura de polêmicas, que passam das mais válidas fundamentações às mais rasas e infrutíferas considerações. Isto porque quase todo mundo tem uma opinião, uma crítica, um parecer, um (des)apontamento a fazer sobre as causas e as consequências dos insucessos educacionais.
Esse ‘todo mundo’ é formado por profissionais da educação, pais, alunos, mídia, pitaqueiros aleatórios, gestores políticos (que, em geral nunca lecionaram, nem estudaram numa escola pública brasileira e, com sorte pisaram em alguma). Nós educadores sabemos bem quem são e escutamos tais críticas de todos; que, resumi em três: poder, povo e público. Ou seja, quem decreta, quem luta e quem assiste.
Costumo fazer este resumo para dar contorno e caracterização aos críticos mais relevantes, com a finalidade prática de traçar perfis que possibilitem discutir das teorias às práticas educacionais. Basicamente é para facilitar a minha explanação e possibilitar a compreensão do leitor sobre o papel que cada um de nós ocupa na sociedade. Como o famoso dito musical ensinou: “Cada um no seu quadrado”. E para não continuar pisando na linha, há que se fazer análises.
E o exercício de refletir a nossa prática precisa ser feito com clareza e autocrítica pelos bastiões, porque não temos mais tempo a perder. Enquanto o futuro pousa acelerado, nós seguimos ‘subvivos’ na sepultura.
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||As partes entre aspas são do Livro do Desassossego, composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa||
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