Hoje eu vou direto ao assunto! Beijos, boa leitura e ótima semana 💜

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A PRIVATIZAÇÃO DA ESCOLA E SEUS ABSURDOS
Em uma constante busca por equilíbrio entre o trabalho, a saúde e as contingências da vida, a gente parece nunca ficar livre de batalhas mais ou menos novas. Nos últimos dias, por exemplo, eu tentei acompanhar a polêmica da privatização das escolas públicas brasileiras, que além do absurdo, ainda me entregou questões tão ou mais contraditórias que a própria proposta.
Enquanto lia e assistia sobre o que está acontecendo no Paraná, encontrei um posicionamento social que desafia a sanidade humana. Trata-se de pessoas comuns como eu e você, que apoiam a venda da escola, sem nenhum argumento, achincalham a educação pública, como se jamais tivessem precisado dela e xingam o servidor público, principalmente professores, como se estes fossem um mal à saúde da nação. Eu fiquei arrasada com o desconhecimento socioeconômico e com a naturalidade de tanta cólera.
Incapaz de continuar pesquisando apenas artigos e PDFs de projetos semelhantes, propus-me o penoso desafio de acessar algumas redes sociais. E como a maioria das críticas estava em posts do Instagram e do YouTube, lá fui eu analisar desconhecidos e tentar entender o perfil e a natureza de suas críticas. Foi desesperador, pois, todos os mais de 40 perfis que pesquisei apresentavam pessoas de classes sociais pertencentes à comunidade da escola básica pública.
Passei horas lendo uma verborragia rude e injusta contra professores, e refleti sobre esses cidadãos, que só aprenderam a ler e a escrever porque tiveram acesso gratuito à escola pública e ao professor. Enquanto o estado retira direitos constitucionais, a sociedade atira contra quem ensina e resiste.
Depois de jogar os professores em doenças psíquicas e de sucatear a educação básica pública, o poder político quer vender a escola com o apoio da própria sociedade. É terrível passar a vida numa carreira nobre, porém, penosa, correndo de uma escola pra outra; equilibrando esperança e necessidade; fazendo bem-me-quer e malmequer das condições laborais; tendo que escolher boleto sim boleto não; enxugando lágrimas com uma mão e usando a outra pra lutar.
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