Hoje posto trechos da coluna no jornal, onde escrevo sobre o mal-estar docente e escolar.

Hoje posto trechos da coluna no jornal, onde escrevo sobre o mal-estar docente e escolar.

Hoje posto trechos da coluna no jornal, onde escrevo sobre o mal-estar docente e escolar.
⚠️o post é fragmento de artigo, procure contextualizar.

Beijos, boa leitura e ótima semana 💜
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A verdade é que estamos vivendo uma desgraça atrás da outra. Guerras, tragédias climáticas, excesso de calor, de chuva, de fome, de males. Se vamos viver mais, seremos velhos adoecidos e esgotados psiquicamente. A classe trabalhadora nunca esteve com tanto sintoma depressivo, de ansiedade e de exaustão. O Brasil está com uma região devastada, encabeça o mundo como um dos países com mais casos de Burnout, depressão e suicídios. O esgotamento laboral dos professores, de profissionais da saúde e de policiais são campeões em atestados médicos por motivos de estresse no ambiente de trabalho. A vida nunca pisou devagar, mas agora parece trabalhar em equipe.

A paz lampeja ter se afastada faz tempo. Quando não é seca, é enchente. Quando não é frio, é calor. Quando o rio não transborda, a barragem derrama lama tóxica. Quando não é natural, é político. E quando é primavera, já não nasce flor. Estamos num outono quente. Tivemos um 2023 dantesco e o fenômeno El Niño nos ajudou a passar meses em temperatura extrema, testando nossos limites humanos.

Um passo mais atrás, nem tão largo assim, temos 2020. O ano que um vírus letal atacou o mundo e afrontou os donos do mundo. Inclemente, o carimbo do medo e da morte marcou de povoados vulneráveis a nações superpoderosas. Se para muitos, a morte era uma experiência distante ou produto da fantasia, a Covid-19 fez o favor de estragar tais distrações. Independentemente da fé, a morte é real e nunca chega só e nem encerra seus laços com que fica. A sua concretude é tão brutal, que logo nos primeiros instantes trata de arar um terreno fértil de dores e angústias. E a pandemia, a grande peste do início deste século não fez rodeios. Sem processo seletivo, o vírus fez uma recolha fortuita e, na diligência de seu poderio ainda cutucou velhas feridas narcísicas. A vulnerabilidade do homem cresceu na proporção do alastramento da doença e, mais uma vez ele viu seu mal-estar erguido na impotência humana mediante as forças da natureza, da doença e da morte.

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