Toda segunda posto trechos da coluna no jornal, onde escrevo sobre o mal-estar docente e escolar. Hoje falo da tragédia no Rio Grande do Sul em contexto educacional.

Toda segunda posto trechos da coluna no jornal, onde escrevo sobre o mal-estar docente e escolar. Hoje falo da tragédia no Rio Grande do Sul em contexto educacional.

⚠️Post e legenda são APENAS fragmentos do artigo. Procure contextualizar a leitura ao texto e às outras publicações.

Beijos, boa leitura e ótima semana 💜

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DEVASTAÇÃO HUMANA E SOCIOAMBIENTAL: CONSEQUÊNCIAS DA AÇÃO HUMANA E DA FALTA DELA
A tragédia climática no Rio Grande do Sul dá uma aula de pavor ao povo brasileiro: os fenômenos climáticos são fatais e vieram pra ficar

Vivemos a era da super informação, do contato com as telas e com os inúmeros canais de comunicação ou redes sociais e talvez por isto, independentemente do acesso ao ensino formal, todo mundo que possui TV ou internet já ouviu falar de efeito estufa, emissão de gases e gás carbônico. Em quase toda conversa sobre calor, chuva ou frio falamos do aquecimento global, do derretimento das calotas polares e das consequências trazidas com as mudanças climáticas, que provocam tragédias naturais, ceifam vidas e garantem a destruição de biomas. Tivemos um 2023 dantesco, que potencializado no fenômeno El Niño elevou a temperatura aos extremos e testou as nossas limitações humanas.

E há pouco mais de uma semana, o Rio Grande do Sul vive o seu pior e mais devastador pesadelo climático. A metade do estado foi inundada por rios e rompimentos de barragens, falta água, energia e para muitos talvez também falta perspectiva. Segundo a Defesa Civil são 364 municípios atingidos, mais de 20 mil pessoas vivendo em abrigos emergenciais e quase 130 mil desalojadas. Entre mortos e desaparecidos já são quase duzentas pessoas.

Nos dobramos em lágrimas assistindo vídeos do sofrimento que esse povo tem vivido; nos desdobramos para tentar ajudar com uma prece ou um pix, buscamos informação a todo momento para saber dos resultados das ações dos governantes, das chuvas e do tempo. Há um conhecimento de causa que contradiz a falta de compreensão ou de aceitação. Afinal, por que o desastre não foi prevenido? Por que os governantes são tão despreparados? A culpa é de quem, do homem ou da natureza? Como desenvolver consciência socioambiental na sociedade?
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