Toda segunda posto trechos da coluna no jornal, onde escrevo sobre o mal-estar docente e escolar.

Para comemorar o Dia do Trabalho (e do Trabalhador) propomos uma discussão sobre a insatisfação dos professores com o ofício, com o sistema de ensino, com a comunidade escolar e consigo mesmo. Mas antes encerraremos a última parte do texto da semana passada.
⚠️Post e legenda são APENAS fragmentos do artigo. Procure contextualizar a leitura ao texto e às outras publicações.
Beijos, boa leitura e ótima semana 💜
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Existe uma fartura de insatisfação da carreira docente e o professor encontra respostas frustrantes desta escolha. Não bastando os abismos que sedimentam as dores e os danos na educação, a capacidade de luta dos educadores é retirada cotidianamente e em detalhes públicos, como as razões da greve de professores, na maior e mais rica cidade do Brasil. Pois, ninguém precisa ser professor para imaginar que as motivações de uma greve de professores da rede pública de ensino se assentam em velhas batalhas por reajuste salarial valorização e dignidade da classe.
Os professores ainda reivindicavam melhorias na progressão da carreira e nas condições do trabalho dos sistemas da educação inclusiva. De acordo com o documento sindical, as escolas recebem cada vez mais alunos com laudos de transtornos psíquicos e com deficiência física, mas o governo municipal não fornece apoio necessário, nem formação específica. Além das salas de aula superlotadas e do grave contexto estrutural e relacional, cerca de 11% do professorado municipal está em situação de realocação por problemas de saúde. Ou seja, caos social, frustração profissional e desídia política intensificam, o já agravado estado de esgotamento docente.
A paralisação durou 16 dias com a prefeitura oferecendo um reajuste de 2,16% no piso salarial da categoria, contra os 39% pedido pelos educadores. A greve traz à tona a indignação extra do aumento de 46% no salário do prefeito, Ricardo Nunes. Ou seja, caos humano, desesperança laboral e escárnio político. A crise na educação não é uma crise, é um projeto. E se o professor não altera o sistema, que altere a si mesmo.
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