Toda segunda posto trechos da minha coluna no jornal, onde escrevo sobre o mal-estar docente e escolar.

Toda segunda posto trechos da minha coluna no jornal, onde escrevo sobre o mal-estar docente e escolar.

Hoje falo da recente greve dos professores de SP e das dolorosas descobertas de uma educadora sobre carreira, vida e existência trazidas nas angústias desta greve.

⚠️Post e legenda são APENAS fragmentos do artigo. Comente, mas procure contextualizar a leitura ao texto e às outras publicações.

Boa leitura, beijos e ótima semana 💜
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CARREIRA DOCENTE: ESGOTAMENTO, GREVE E FRUSTRAÇÃO
Caos social, frustração profissional e desídia política intensificam, o já agravado estado de esgotamento docente.

Se ligo o celular e acesso as redes sociais, ou se abro o notebook e entro em qualquer site, salvo no histórico do navegador, eis que me deparo com uma profusão infinita de informações e artigos sobre a Educação. Está certo que esta seja a grande área da minha formação acadêmica e claramente uma escolha de pesquisa, de escrita e de produção. E como esses interesses assuntam as falhas e os desafios da educação básica, o meu ofício diário se desdobra em um dormir e acordar analisando soluções capazes de minimizar o esgotamento do trabalho docente e o mal-estar escolar.

Na última semana, em uma dessas empreitadas por resultados baseados em pesquisa-ação, me debruço no escritório, pego os artigos e separo uma ou outra anotação; somo tudo à maturação das questões apresentadas pelos educadores nas mentorias e começo o dia de trabalho – já imaginando a sua longevidade me brindando com dores na cervical. Sei que não há como evitar, pois, o cumprimento de prazos é esse mastigar diário de ossos do ofício.

E a responsabilidade agendada tinha a minha atenção em uma solução específica. Uma saída que eu precisava formular para que a sua viabilização não gerasse mais esgotamento aos envolvidos e que a escola pudesse implementá-la sem grandes transtornos, ainda que a peleja diária se encarregasse de abonar o contrário. Nos momentos de finalização, recebo uma mensagem de uma educadora amargurando a greve e o sofrimento dos educadores, da rede municipal de São Paulo. Pausei aquelas considerações para socorrê-la; o acolhimento apontava para mais escuta e menos intervenção.
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