Segunda-feira é dia de postar trechos da minha coluna no @jornaldacidadegv onde escrevo sobre o adoecimento docente e o mal-estar escolar, no contexto da Educação Básica Pública brasileira.

Segunda-feira é dia de postar trechos da minha coluna no @jornaldacidadegv onde escrevo sobre o adoecimento docente e o mal-estar escolar, no contexto da Educação Básica Pública brasileira.

E como o ano letivo marca a reabertura dos trabalhos escolares, escrevi um artigo para a edição especial da semana, em homenagem ao aniversário da cidade natal do jornal.

Boa leitura, beijos e ótima semana 💜

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2024: SERÁ MESMO, NOVINHO EM FOLHA?
A ideia de um ano “novinho em folha” parece ficar, ainda mais assombroso, quando a Educação Básica Pública surge como referência na metáfora. Quão realmente novo será 2024 para a escola?

Quando compreendemos como a vida é imensa e que não é feita apenas de nossas escolhas e, que contingências e consequências estão aí para desafiar propósitos e sentidos; parece que passamos a considerar que, independentemente de planos e alternativas, mudanças profundas não acontecem da noite para o dia. O ser humano quer sonhar, se iludir em muitas situações da vida, só que custa caro negar a existência de uma realidade concreta, de coisas que continuam e de outras que permanecem. Não existe um rompimento brusco, há arrastamento de situações.

E como já foi dito, muito mais, do que ser um fator calendarista, a passagem de um ano para o outro está ligada a uma tradição, onde poucos escapam da tentadora sensação otimista das grandes transformações que a ideia do novo trará. Não é um imperativo cantar “adeus ano velho, feliz ano novo”; o imperativo é acreditar. Na cultura ocidental, de uma maneira geral, não é socialmente festivo problematizar a fantasia que envolve o sentimento de esperança nas celebrações que simbolizam finitude, começo ou recomeço. Um novo ano letivo, por exemplo, não representa um rito com importâncias e superstições que invoquem expectativas otimistas. É uma cortesia que a cultura concede ao réveillon, Natal ou aos aniversários, é a relevância em escala global, que um básico e humilde ano letivo não possui.

A ideia de um ano “novinho em folha” parece ficar, ainda mais assombroso, quando a Educação Básica Pública surge como referência na metáfora. Quão realmente novo será 2024 para a escola?
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