Neste post, a Síndrome de Burnout - PARTE II, prosseguimos com os estudos sobre este mal que tem acometido, com grande frequência, os profissionais da educação. Hoje buscamos explicar as três dimensões que constituem a doença e dão contornos que especificam as características, ao que de fato, apresenta e sente um trabalhador com Burnout.
Além de alimentar a discussão e divulgar o conteúdo aos nossos pares, o nosso objetivo aqui é não deixar que o tema seja banalizado. É necessário que façamos uma autoanálise com a devida criticidade e cuidado, para que não sejamos tomados por um mal que não possuímos (mas, podemos!). É como refletir que nem toda tristeza é depressão e ainda compreender a importância da tristeza para a existência.
Precisamos buscar as origens do mal que padecemos. Identificar, compreender estrutura e contexto, reconhecer nossa vulnerabilidade, tratar e recomeçar. Vamos falar dos males, mas temos que aprender a lidar com eles (e conosco).
Pois, de fato, o nosso ofício tem ficado cada dia mais difícil de ser executado, assumido por aquele antigo amor vocacional, que nunca deveria ter ocupado o lugar profissional e responsável do estudo e da pesquisa. Muita coisa foi confundida! Quantos de nós, realmente escolheu pura e deliberadamente ser professor?
Foi-se o tempo, em que "a atividade docente, entendida em tempos passados como uma profissão vocacional de grande satisfação pessoal e profissional tem dado lugar ao profissional de ensino excessivamente atrelado a questões tecnoburocráticas. Há uma redução da amplitude de atuação do trabalho, as tarefas de alto nível são transformadas em rotinas, há menos tempo para executar o trabalho, para atualização profissional, lazer e convívio social, bem como escassas oportunidades de trabalho criativo. Claramente, evidencia-se a existência de diversificação de responsabilidades com maior distanciamento entre a execução, realizada pelos professores, e o planejamento das políticas que norteiam seu trabalho, elaborado por outras pessoas."
Todo dia é isso!!
FONTE: Carlotto, Mary Sandra. "Síndrome de Burnout em professores: prevalência e fatores associados." Psicologia: teoria e Pesquisa 27 (2011): 403-410.
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